16 de dez de 2015

Invisible Penguins #6 - Terceira vítima (dessa vez de verdade)


Hello friends! Fefezinh digitando!

Hoje vem um novo capítulo de... Invisible Penguins! No último capítulo, Fefezinh conhece uma testemunha: Pintado. E ela e os amigos veem um incêndio no Plaza, feito pelo próprio assassino. Além de conhecerem uma nova agente, Lililuane, ela mostra a possível arma do assassino, e o próprio ameaça Pintado no final. O que será que pode acontecer? Confiram! PS: Capítulo longo³


EPF 10:30 AM

Fefezinh, junto com Davry, Annabeth, Floquinho e Bob, esperavam o resultado da arma. Alguns outros agentes conversavam entre si, animados, pois já fazia algum tempo que não acontecia algo tão emocionante.

- Imagina esse assassino tentando matar minha família? - diz uma agente, tremendo. - Ele até botou fogo no Plaza! Vai saber o que ele mais pode fazer?

- Pelo menos temos a ilha mais movimentada agora. Estava ficando um tédio. - diz um agente.

- A ilha está bem movimentada mesmo, não acham? - diz Floquinho.

- Sim. Eu esperava qualquer coisa, como Herbert tentando esquentar a ilha mais uma vez, Tusk com seus exércitos de homens de neve, até o Skip assombrando o Halloween. - diz Bob. - Mas um assassino matando pinguins, sendo o assassino um próprio pinguim, da nossa espécie....tão estranho, não acham?

- BEM estranho. - diz Fefezinh. - Se bem que isso deve ocorrer mais vezes do que pensamos...

- Agentes, o resultado está pronto. - diz G, se aproximando. - Gostariam de ver?

- Mas é claro! - diz Floquinho, e todos os agentes se levantam seguindo G até uma sala.
A sala era um laboratório policial, com alguns cientistas trabalhando, entre eles um pinguim aqua, usando óculos escuros roxos, um chapéu verde parecendo aqueles chapéus fedoras, além de estar usando um jaleco branco limpo. Arrumava uns papéis com cuidado.

- Técnico...Técnico1! - grita G. O pinguim aqua se assusta e se vira. e então vê G acompanhado de alguns agentes.

- Oh, e aí, G? - diz Técnico, se aproximando com os papéis. - Desculpe a demora com os resultados, foi mais difícil do que esperava.

- Imagino...agentes, esse é Técnico1, nosso cientista forense. - diz G. - Técnico, esses são Fefezinh, Annabeth, Bob, Floquinho e Davry.

- E aí? De boa? - diz Davry, sorrindo. - Pode mandar os resultados?

- Claro! Já estão prontos a algum tempinho. - diz Técnico, conduzindo os agentes até uma mesa. Técnico então ativa um projetor, mostrando a arma laser, mais os resíduos encontrados nela. - Bom, vocês devem querer saber se encontramos algo de útil na arma, certo?

- Sem dúvida. - diz Fefezinh. - Achou algo?

- Sem dúvida. - repete Técnico. - Mas são coisas....sutis.

- Tipo...? - pergunta Annabeth.

- Bom, encontrei algumas fibras na arma a laser. O assassino deve ter esfregado a arma contra a sua roupa. São fibras de um terno, de cor mais ou menos preta. Sei que não é do terno do Sponge pois a cor das fibras não condiz com a cor de seu terno. - diz Técnico.

- Então se o assassino estava usando um terno....quer dizer que ele estava na festa! - diz Bob, surpreso. - Ele sabia que iríamos a uma festa! E deve ter sido um convidado.

- Alguém viu Mister naquela festa? - pergunta Davry.

- Eu não. - diz Floquinho.

- Nem eu. - responde Fefezinh.

- Achou algo mais, Técnico? - pergunta Bob.

- Achei umas pequenas cinzas na ponta da arma a laser, o que é compreensível. Quando ligada, ela produz algumas cinzas bem perceptíveis. Quase nem tive que usar microscópico para percebê-las. - diz Técnico.

- Hmmm...valeu, Técnico. - diz Annabeth, se levantando. - Acho que já está na hora de ver aquela testemunha, certo?

- Sim, vamos! - diz Davry, e os agentes percorrem um corredor. Notam em uma janela grande dele uma sala de treinos, onde Lililuane treinava luta.

- IÁÁÁ! - grita Lililuane, acabando com um boneco de luta.

- Uou, ela tá me dando medo agora.... - diz Annabeth. Fefezinh e Bob riem, e todos observam. Havia vários agentes lá dentro também. Com a sala lotada, todos observavam Lililuane lutar. Lililuane, vermelha, acena para todos. Fefezinh acena para ela, e ela sorri. Então os agentes saem da EPF.

Café 11:00 AM
                       
- Oh, ali está ele! - diz Fefezinh, enquanto entram no Café lotado e barulhento.

Todos veem em uma mesa do café Pintado, bebericando um café, trêmulo. Fefezinh nota um gesso em volta de seu pé direito. Ela então anda até ele.

- Olá Pintado. Lembra de mim? - ela diz. Pintado olha para ela.

- B-bom dia. L-lembro sim. - diz ele, botando a xícara vazia na mesa, com o dinheiro do pagamento.

- O que houve com seu pé? - pergunta Annabeth.

- T-tive um acidente com minhas pinturas....uma delas caiu no meu pé. N-n-não é nada demais... - diz Pintado, gaguejando.

- Bom... - começa Davry. - Pode falar sobre o assassino e como ele é?

Pintado treme, já imaginando que o assassino esteja lhe observando. Ele se levanta.

- Desculpa, mas tenho algo urgente para fazer. Tchau! - diz Pintado, correndo para longe antes que algum dos agentes tivesse reação.

- Nossa. - comenta Bob. - Não acham que ele foi meio...suspeito?

- Ele deve ser o assassino, e esteja nervoso pois pode ser preso! - diz Davry.

- Não, não, não, isso é errado. Por que o assassino se faria de testemunha de mortes feitas por ele mesmo? - pergunta Fefezinh.

- Para mudar os fatos? Dar pistas erradas? - diz Annabeth.

- Em todo caso, não acho que ele seja capaz de fazer algo desse tipo. Ele parece ser assustado demais. - diz Fefezinh, pensativa. - Será que o assassino desistiu de fazer mais vítimas? Faz tempo que ele não faz nada.

- Exceto aquele incêndio horrível, né? - diz Davry. - Tivemos um trabalhão para apagar o fogo! Quer saber? Vou fazer vigilância, ser um guarda noturno.

- Guarda noturno? Isso me lembra algo... - diz Fefezinh, e ela e Annabeth riem. - Talvez um assassino desses seja melhor do que robôs tentando atacar você. Mesmo assim acho que ele te faria em pedaços. Tem certeza disso, Davry?

- Absoluta. Relaxa, meninas. Vou me sair bem. - diz ele, rindo.

- Bom, vou ir tocar no Farol, ok? - diz Bob. - Tenho um show hoje, vou arrasar!

- Ok. - diz os outros, rindo.

Vou cuidar de meu pequeno jardim. - diz Annabeth. Fefezinh sorri e acena para os amigos que se dispersam, cada um ocupado com uma coisa. Ela então vai para seu iglu, meio cansada, e assiste uma maratona de filmes de TV, até anoitecer.


20:00 PM

Estou pensando o que posso fazer em seguida....
Já fiz o incêndio e me diverti um pouco. Observei também a EPF. Aquela tal de Lililuane é bem forte, e aquele Técnico parece bem inteligente. Eles podem ser úteis para mim no futuro...
Haha, ainda estou rindo daquele idiota que saiu chorando quando eu atirei no pé dele. Palhaço, hahahaha!
Mas a Fefezinh tem razão,eu não fiz nada até agora. Estou com saudade de ver as vítimas agonizando, tentando tirar a ardência de seus corpos, desesperadas, a dor as torturando, hehehe...
Vou fazer uma vítima essa noite. Não será grande coisa, um patético que estive guardando aqui. Mas pelo menos vai amenizar essa minha vontade. Guardarei o melhor para o final!

21:00 PM

Fefezinh adormece em seu sofá, quando seu puffle a acorda. Ela observa Niro e a TV ligada, e a desliga.

- O...o que houve, Niro? - diz Fefezinh. Nota seu telefone secreto tocando e o atende. - Alô?

- Fefe...acho que estamos com problemas. - diz Davry, parecendo assustado.

- O que houve? Você parece nervoso...

- Temos uma terceira vítima... - sussurra ele. Fefezinh ouve e se assusta.

- O QUÊ?? E você conseguiu pegar o assassino?!

- Não. Achei a vítima já sozinha, em um saco de lixo, abandonada. O assassinato foi ainda essa noite, o cheiro ainda é bem forte!

- Mas...eu não entendo. Nós pegamos a arma dele!

- Ele provavelmente usou outra. Venha para a Floresta e veja!

Fefezinh desliga o telefone secreto e avisa a Niro que vai sair. Ela corre até a Floresta.

Floresta. 21:10 PM

- Que horror! - diz Annabeth, observando o corpo quando Fefezinh chegava. - Tinha que chamar a mim também?

- Bob estava ocupado com o show. Floquinho já está vindo, se não me engano. - diz Davry. Ele percebe Fefezinh. - Fefe! Que bom que chegou!

- Q-qual...qual a vítima? - pergunta Fefezinh.

- Veja você mesma... - diz Annabeth, apontando o corpo. Fefezinh vai até ele. A vítima...era Mister. O corpo estava tostado , com um cheiro tão forte de queimado que a deixa enjoada. Mas o que mais lhe assustou foi o rosto dele. Os olhos...foram arrancados. Só sobrava agora dois buracos grandes enormes, como buracos de uma mesa de sinuca. Fefezinh se esforça para não vomitar.

- Acho que essa foi a pior vítima... - diz ela, suspirando. - Ao menos sabemos, Mister com certeza não é o assassino.

Floquinho chega, e observa o corpo.

- Uou... - diz ele. - Esse ai está bem tostado. E agora?

- Não sei Floquinho, o que fazemos agora.... - murmura Fefezinh. - Estou perdida...

- Precisamos de ajuda. Vou chamar o G. - diz Annabeth, ligando para ele. Ele diz para se encontrarem no QG amanhã. Podiam ter bons agentes para darem conselho. Os 4 agentes então esperam a polícia vir para pegarem o corpo, e todos vão para seus iglus.

QG, no dia seguinte. 9:00 AM

- Uou, Mister como a vítima? Isso foi surpreendente. Eu jurava que era ele o assassino. - diz Bob, sentado em uma poltrona perto da mesa do QG.

- Errou feio, pelo visto. - diz Floquinho, sorrindo.

- Esse assassino está ficando impossível... - comenta Fefezinh. - Já imagino que não somos páreos para ele.

- Não diga isso! Iremos botá-lo atrás das grades, garanto! - diz Annabeth.

- Vocês não estão sendo realistas. Esse assassino é bem esperto, talvez até mais esperto do que a gente. - diz Bob. A expressão dele dizia "caiam na real".

- Deixe de ser chato, Bob. - diz Davry.

- Estou sendo realista, o que pode ser chato para vocês.

- Hey, precisam de ajuda? - pergunta um pinguim, perto do elevador do QG. Era um pinguim aqua, com cabelos espetados de cor preta, usando uma roupa de policial. Ele chega perto dos agentes. - Ouvi que precisam de ajuda contra um assassino perigoso. Sou detetive Sifurafa, e garanto que resolvo qualquer mistério que mandem para mim!

- Faça-me o favor! - diz uma pinguim, de cor preta, camiseta vermelha, cabelos loiros em marias chiquinhas, além de usar tênis praianos de cor branca. - Você não resolve nem quebra cabeças de bebês!


- Fique quieta, Clerical... - diz Sifurafa, encarando a pinguim. - Isso é assunto de gente grande.

- Como se você fosse, né? - diz Clerical, se aproximando. - Como o detetive bobo disse, me chamo Clerical. Agente da EPF profissional. Ajudarei bem mais que ele.

- Não vai não! - diz Sifurafa. - Eu cheguei primeiro. E sou um detetive. Detetives resolvem mistérios.

- Você não é nenhuma "Velma" ok? - diz Clerical, e então ela se vira para os agentes. - Gostariam de ajuda?

- Er...é claro. - diz Fefezinh, rindo e observando a briga deles.

- Bom, se eu fosse o assassino, provavelmente iria querer confundir vocês. Tipo, iria ver como vocês pensam, e faria o contrário do que vocês esperassem. - diz Clerical, com bom senso.

- Não basta só "pensar" como o assassino pensa. Também deve trabalhar as pistas. - diz Sifurafa. - Como as fibras no terno por exemplo. Podiam ver os convidados da festa. Além de analisar o comportamento deles durante as entrevistas.

- Isso levaria uma eternidade, seu imbecil! - diz Clerical. - Pensar como o assassino é melhor.

- Você não sabe de nada sobre casos policiais! - diz Sifurafa.

- Ah é? Seu...

Os dois começam a brigar. Davry, Floquinho e Bob riem. Fefezinh e Annabeth ficam meio assustadas.

- Er...melhor deixarmos os dois sozinhos. - diz Fefezinh, empurrando os amigos para o elevador.

20:00 PM

Lililuane e Técnico limpavam o laboratório.

- Eu tinha mesmo que te ajudar? To querendo tanto uma cama gostosa agora.. - diz Lililuane, bocejando.

- Bem feito por golpear aqueles bonecos de luta o dia todo, coitados. - diz Técnico. - Pode pegar mais produto de limpeza para mim?

- Ok, ok... - diz Lililuane. Ela vai até a despensa, quando um vulto a agarra. Ela dá um pequeno grito, até o vulto tapar sua boca com um pano encharcado de clorofórmio. Ela logo desmaia. Técnico ouve o grito e vê Lililuane desmaiada, com um vulto encapuzado a seu lado.

- Hey! O que pensa que está...

Técnico nem termina a frase. O vulto joga um spray no rosto dele, e Técnico desmaia também.

E esse foi o sexto capítulo! Digam o que acharam nos comentários!