3 de fev de 2016

Invisible Penguins #8 - Histórias do passado


Hello friends! Fefezinh digitando!

Aqui vem mais um capítulo de... Invisible Penguins! No capítulo passado, Annabeth, Fefezinh e Davry investigam o iglu da festa, enquanto Lililuane e Técnico pedem ajuda. Fefezinh tenta ajudá-los, mas é capturada. E o assassino revela ser quem ela menos esperava! Sério, eu fiquei surpresa. :P
Boa leitura!



Fefezinh encarava Floquinho, com os olhos ainda em choque. Ele sorria, se divertindo com a reação dela. Ela se sente confusa. Um que ela considerava como amigo e companheiro...havia assassinado 3 pinguins a sangue frio. Ela enfim tem coragem de falar algo.

- Floquinho... por quê?

O sorriso dele se desfaz, e ele a encara com uma expressão raivosa e sombria no rosto.

- Você quer saber por quê?? - ele fala, e então sorri. - Sente-se.

Ele ri. Fefezinh se remexe na cadeira, o encarando. As cordas machucavam sua pele. Ele então pega uma cadeira de madeira e se senta na frente dela. Eles fazem contato visual.

- É uma longa e trágica história.... - ele diz, cruzando as nadadeiras. - E ocorrida há meses atrás....envolvendo um pobre pinguim chamado Jonas.



Um pinguim vermelho e de cabelos pretos usando um moletom preto e branco ajudava a decorar um iglu moderno.

- Está ansiosa para seu aniversário, né Larissa? - fala ele, se referindo a uma pinguim roxa e de cabelos marrons, usando um vestido verde. Ela decorava o iglu também.

- Estou ansiosíssima! - fala ela, o abraçando e o beijando no rosto. - Seremos rei e rainha deste baile!

- Sem dúvida, amorzinho. - fala o pinguim. - Você será a melhor rainha do mundo.

- Jonas, não me deixe como um pimentão. - fala Larissa, vermelha.

Festa 18:00 PM

Vários pinguins dançavam em um iglu enorme e de custo altíssimo. Havia uns candelabros acesos na mesa de comida.

Jonas e Larissa dançavam juntos.

- Você me ama, não é? - pergunta Jonas. Larissa sorri.

- É claro. E te amarei para sempre. - ela diz.

Um dos pinguins estava dançando demais, e acaba derrubando um dos candelabros no chão. A mesa com a toalha e as comidas começa a pegar fogo rapidamente.

- INCÊNDIO! - grita um dos convidados. Por causa do pânico, os outros candelabros caem, causando um incêndio forte. Todos começam a sair do iglu, em pânico. Destroços caiam do teto. Larissa e Jonas são encurralados pelas chamas.

- A entrada do iglu está sendo bloqueada pelos destroços! - grita Jonas.

Os dois começam a correr rapidamente para a saída. Mas um pedaço enorme de madeira de sustentação cai no pé de Jonas, o fazendo ficar preso.

- L-larissa! - grita ele. - Estou preso, me ajude!

A pinguim nem olha para trás, mesmo ouvindo os gritos dele.

- LARISSA! - grita ele mais uma vez. Vários destroços em chamas caem em cima dele, o queimando e o esmagando.

Hospital, no dia seguinte.

Jonas abre os olhos, e se vê em uma maca de hospital, totalmente engessado, Ele não consegue nem falar. Uma enfermeira está ao seu lado. Ela permanece calada. Mas percebe o que o pinguim quer saber.

- Você queimou 70% do seu corpo. - diz ela. - É um milagre que esteja ainda vivo.

- Mmmmmmmm...! - murmura o pinguim. Ele faz caretas de dor.

- Seria bom você assistir um pouco de televisão e descansar. - diz a enfermeira. Ela liga a TV. Jornalistas cercavam Larissa, que sorria.

- Minha festa foi tranquila. - diz ela. - Nada desses boatos que andam espalhando.

- E quanto a seu amigo, Jonas? - pergunta um dos jornalistas.

- Oh...meu ex-namorado? - fala ela. Jonas arregala os olhos. - Ele está ali.

Um pinguim igual a Jonas aparece ao lado dela. Ele fala, e a voz sai igualzinha ao Jonas de verdade:

- A festa foi ótima! Devo admitir, fascinante! - fala ele, rindo. Até a risada é bem parecida. Os jornalistas são convencidos.

- Bom, obrigada pela entrevista. - fala uma deles. 

Jonas encara a TV, embasbacado. Começa a chorar, molhando a si mesmo.

*fim do flashback*

- Uau.... - fala Fefezinh, tremendo, sem ter o que dizer. - Onde está esse Jonas agora?

Floquinho sorri.

- Bem na sua frente. - ele diz. Fefezinh arregala os olhos.

- Você é o tal Jonas da história? - ela pergunta, surpresa.

- Eu te disse que ia falar o porquê de eu estar fazendo isso. Bom, eu estou dizendo. - fala Floquinho. Ele se levanta.

- Mesmo que Larissa tenha lhe feito mal...você não poderia tê-la matado. - fala Fefezinh, o encarando. 

Floquinho fica paralisado, e em um ataque de raiva, pega a cadeira em que estava sentado e a joga na parede com força. A cadeira se parte em vários pedaços. Fefezinh arregala os olhos mais ainda, e treme, nervosa.

- VOCÊ NÃO SABE DO QUE ESTÁ FALANDO! - berra ele. O grito dele volta com o eco da caverna. - EU PASSEI MESES NO HOSPITAL, A ME ALIMENTAR ATRAVÉS DE TUBOS, SEM MINHA FAMÍLIA PARA ME VER PORQUE TINHA UM FINGINDO QUE ERA EU! SENTI DORES POR MESES, QUASE MORRI VÁRIAS VEZES, TIVE QUE PASSAR POR VÁRIAS CIRURGIAS, TUDO POR CAUSA DE UMA IDIOTA QUE DIZIA QUE ME AMAVA E ERA SÓ UMA INTERESSEIRA IMUNDA!

Fefezinh observava o ataque de raiva. Floquinho fecha os olhos, e começa a rir.

- Agora ela está no verdadeiro inferno...no verdadeiro inferno! - ele diz, rindo. - Você provavelmente quer saber como foi na noite que eu a matei.

Ele se apoia na parede da caverna, pegando a pena roxa suja daquela caixa de madeira, e a acariciando.

- As queimaduras me forçaram a fazer cirurgias plásticas. Mudei completamente a aparência. - ele diz. - As queimaduras também afetaram minhas cordas vocais. Pude ter uma nova identidade. Meu nome passou a ser Floquinho. Fiz novas amizades, e uma nova vida. Pude ser agente da EPF também. Eu era um agente exemplar em várias missões. Um dia, dei uma sugestão ao Gary que fizessem mais segurança aos puffles aliens e a EPF.

Floquinho sorri.

- Ele criou projetos de armas a laser. Mas o velho cientista é tão idiota que um dia deixou a chave do iglu dele para trás. Fiz uma cópia dela e devolvi a chave, fazendo papel de santo. Pude roubar os projetos e construir uma arma eu mesmo. - ele continua. - Na noite do assassinato de Larissa, ela estava em uma festa. Ela teve vários namorados. Obviamente, ela só era interesseira, como sempre foi. Ela então ficou interessada em mim, pela minha nova aparência. Perguntou se podia ficar a sós comigo. Eu disse para irmos em um lugar mais tranquilo.


- Você é mesmo bem misterioso. - comenta Larissa, enquanto andava com Floquinho no Plaza, deserto.

- E você é mesmo encantadora. - fala Floquinho. Ela fica vermelha. - Você tem namorado?

- Não. - ela fala rapidamente, sorrindo, interessada. "Que galinha." pensa ele. 

- Tenho um presente para você então, já que vamos ficar juntos. - fala Floquinho, sorrindo. - Poderia fechar os olhos?

- Uhhh, me deixou curiosa! - fala Larissa, fechando os olhos. Floquinho pega algo do bolso da sua jaqueta. - Quando poderei ab...

A fala dela é interrompida por algo quente e super doloroso a atingindo. Ela cai, fazendo caretas de dor. Então olha Floquinho a encarando, com a arma laser ainda fumegando.

- P-p-por...q-quê? - ela consegue dizer. Floquinho sorri.

- O mundo é melhor sem você. - ele diz.

Então ela é interrompida de vez.

*fim do flashback*

- Bela história, não é? - fala Floquinho, rindo. - Eu matei a amiga dela por ela ser tão galinha quanto Larissa, e matei Mister por ele estar sofrendo pela sua ex-namorada, embora o orgulho dele não deixasse transparecer. O incêndio e a quase morte de Sponge foram apenas métodos para me divertir. Já aqueles objetos especiais que você achou naquela caixa são troféus pelas vitórias que consegui.

Fefezinh assume uma expressão de raiva.

- V-você...você vai ser preso, seu monstro! - grita ela. - Você vai apodrecer na cadeia!

- Isso eu duvido muito. - diz ele. - Pois sei de alguém que vai me ajudar a sair impune.

- E quem seria?

Floquinho a encara.

- Você. - ele fala.

- O quê?? - fala Fefezinh, e então ela ri, nervosa. - Você só pode estar de brincadeira! Por que eu ia te ajudar?!

Floquinho sorri, e empurra a cadeira em que ela estava amarrada, pois era uma cadeira de escritório, para um outro lugar da caverna.

Lugar desconhecido

- O que está fazendo?? - fala Fefezinh, agressiva. - Me solte!

- Você não quer explicações? - pergunta Floquinho, empurrando a cadeira. - Dizem que é melhor mostrar do que dizer.

Eles chegam em um lugar alto, com barras de proteção, e mostrando um campo de visão grande de uma sala subterrânea. Havia pontos escuros na sala abaixo deles, que Fefezinh logo identificou como sendo...pinguins?

- Atenção! - grita Floquinho. Os pinguins se viram na direção deles. Fefezinh olha seus rostos, inexpressivos. Fefezinh então nota Lililuane entre os pinguins, com o rosto na mesma condição.

- Lili!  - grita ela.

- Ela não pode te ouvir. - fala Floquinho. - Ai a explicação.

- O que há com eles? - pergunta Fefezinh. Floquinho sorri, e mostra um grande relógio de bolso e ponteiro preso a seu pescoço.

- Acho que nunca lhe disse que estudei sobre hipnose. - fala ele. - Geralmente, a hipnose normal não pode obrigar o hipnotizado a matar alguém, mas fiz uns estudos a mais e construí esse dispositivo especial no meu pescoço, que fortalece o controle. Os pinguins se tornam verdadeiras marionetes. 

Fefezinh então percebe quais pinguins eram aqueles: eram os desaparecidos que Gary tinha dito logo no começo da investigação. Ela havia até esquecido deles. Se sente culpada.

- Por que hipnotizou eles? - ela pergunta.

- Bom, eles são parte de um plano interessante que você não será capaz de ver. - fala Floquinho.

- Espera ai...então você vai...me hipnotizar? - fala Fefezinh. - Para quê?

- Bom, irei hipnotizá-la...e farei matar os seus amigos, um por um. - fala Floquinho, sorrindo.

- O QUÊ??

- Você ouviu. Farei você matar seus amigos, do mesmo modo que matei as minhas vítimas. Claramente, você deixará provas, e os policiais e a EPF pensarão que você é a verdadeira assassina. Além de viver na cadeia, sofrerá com a culpa.

- N-não....não pode fazer isso! - fala Fefezinh, desesperada.

- Posso, e vou. Esse é seu presente por ser tão intrometida. - fala Floquinho, a empurrando de volta para a antiga sala. Ele sorri, e pega outra cadeira, inteira, se sentando na frente dela.

Fefezinh fecha os olhos rapidamente.

- ABRA OS OLHOS! - berra ele. Fefezinh sente um tapa no rosto, e começa a chorar. Floquinho solta uma risada. - Chore, chore até mofar!

Floquinho pega o relógio em seu pescoço e balança na frente do rosto dela. Fefezinh soluça baixinho.

- Quando eu fazer a contagem regressiva de 10, estará hipnotizada. - diz Floquinho, balançando o relógio. - Dez, nove...

- Floquinho...eu confiei em você... - fala Fefezinh, entre lágrimas.

- Não disse para confiar em mim. Isso foi escolha sua. - diz Floquinho, sorrindo. - Oito, sete, seis...

- Você vai apodrecer na cadeia, covarde! - diz ela, com raiva e com o rosto molhado de lágrimas.

- Você pode me enviar uma carta de lá dizendo como é a sensação. - continua ele. - Cinco, quatro...

- Por favor... - fala Fefezinh. Ela se sentia tonta de repente.

- Três, dois...

- Floquinho... - fala Fefezinh.

- Um...

E então silêncio total.

Este foi o oitavo capítulo! Diga o que acharam nos comentários! Arrivederci!
Ilustração por @sorianpines